Em meio a uma centena de outros títulos importantes, doados no início de março pela Irmina, destaco um exemplar de Memórias de um Sargento de Milícias, edição de 1941, ilustrada, em papel bufon, publicada em São Paulo pela Livraria Martins.
Afora o luxo das ilustrações de um certo F. Acquarone, esta edição conta com um fino ensaio de Mário de Andrade, à guisa de "Introdução", que será republicado em Aspectos da Literatura Brasileira, no qual se revelam preciosidades excêntricas de sua vasta pesquisa etnográfica e folclórica, como a afirmação de que, para desagravo de argentinos de de lusitanos, não só o tango surge primeiro no Brasil, como o próprio fado português se origina do lundum brasileiro.
Tendo em mãos exemplares como este, ocorreu-me a ideia de publicar uma nota semanal dando conta do das diversas etapas da construção de uma biblioteca comunitária, desde a formação de seu acervo, dando relevo a alguns títulos significativos, principalmente aqueles diretamente relacionados aos exames vestibulares deste ano:
"Memórias de um sargento de milícias", de Manuel Antônio de Almeida;
"Auto da barca do inferno", de Gil Vicente;
"Iracema", de José de Alencar;
"Dom Casmurro", de Machado de Assis;
"O cortiço ", de Aluísio Azevedo;
"A cidade e as serras", de Eça de Queirós;
"Vidas secas", de Graciliano Ramos;
"Capitães da areia", de Jorge Amado;
"Antologia poética (com base na 2ª edição aumentada)", de Vinícius de Moraes.